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Saúde reprodutiva da mulher no climatério 

9 de fevereiro de 2026

10h 00min

A menopausa é um estágio natural na vida de uma mulher que marca o fim do período reprodutivo. Ela é diagnosticada quando a mulher não menstrua por um período contínuo de 12 meses. Geralmente, a menopausa ocorre entre os 45 e 55 anos, mas a idade exata pode variar.1 

Após a menopausa, os ovários cessam a produção de hormônios sexuais, como estrogênio e progesterona. Isso leva a uma série de mudanças no corpo e pode estar associado a sintomas, como ondas de calor, suores noturnos, alterações no sono, alterações de humor, ressecamento vaginal, entre outros.1 

O período que antecede a menopausa é conhecido como perimenopausa, durante o qual as flutuações hormonais iniciam e os sintomas podem começar a se manifestar. Após a menopausa, a mulher entra na pós-menopausa, onde os sintomas podem persistir, diminuir ou desaparecer aos poucos.1 

Qual a relação entre a menopausa e a fertilidade?

A fertilidade feminina é uma jornada dinâmica, sujeita a transformações ao longo da vida. O potencial reprodutivo da mulher diminui gradativamente após a terceira década de vida, mesmo que a função ovariana permaneça até a menopausa.1 

No climatério, a possibilidade de ocorrência de gestação é menor, há uma maior incidência de abortamentos e de malformações congênitas, que refletem o envelhecimento e diminuição da qualidade do óvulo, o que acontece com o tempo e naturalmente com a idade.1 

A consulta com um profissional de saúde é fundamental para avaliar o risco de gravidez nessa fase da vida e a necessidade de uso de algum método contraceptivo.2 

Qual a chance de engravidar na menopausa?

A reserva ovariana de uma mulher se refere ao número de folículos primordiais presentes nos ovários e está relacionada diretamente com seu potencial reprodutivo, o que diminui mensalmente até a ocorrência da menopausa.1 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gravidez ainda é possível durante a perimenopausa, recomendando-se o uso de contracepção para evitar uma gravidez não planejada até que se completem 12 meses consecutivos sem menstruação.2  

Embora a gravidez após a menopausa seja improvável sem tratamento de fertilidade que envolva uso de óvulos doados ou embriões previamente congelados,² ela pode ocorrer. Nesses casos, os riscos maternos aumentam, com maior chance de hipertensão arterial e diabetes mellitus gestacional.1 

Gestação tardia: quais cuidados necessários?

Ao debater a gestação em mulheres com 35 anos ou mais, são incorporados riscos consideráveis. Principalmente aqueles relacionados às aneuploidias, modificações na quantidade de cromossomos nas células do feto, seja em superabundância ou em escassez.3

À medida que a mulher envelhece, as probabilidades de gerar fetos com essas condições aumentam progressivamente. Os riscos também estão associados a taxas mais elevadas de abortamento.3  

Mulheres que tiveram gestações anteriores, especialmente aquelas submetidas a múltiplas cesáreas, apresentam maior probabilidade de desenvolver uma placentação anormal, como a placenta prévia, representando um fator de risco adicional para complicações durante a gravidez, particularmente em relação a hemorragias.3 

Em relação a doenças vinculadas à gestação, observa-se que a gravidez tardia aumenta ligeiramente as chances de pré-eclâmpsia, uma condição de hipertensão arterial que pode impactar os rins e outros órgãos da mulher. Além disso, a condição pode afetar o suprimento sanguíneo para a placenta, potencialmente resultando em privação de oxigênio e nutrientes essenciais para o desenvolvimento fetal.3  

A importância do aconselhamento médico

Diante dos desafios reprodutivos enfrentados durante o climatério, é importante que todas as alternativas pertinentes sejam minuciosamente avaliadas. No aconselhamento, planejamento e acompanhamento de mulheres que desejam a gestação em idades mais avançadas, é essencial adotar uma abordagem ética. Essa abordagem deve considerar não apenas as implicações físicas, mas também as repercussões psicológicas associadas a essa decisão.1 

O processo de aconselhamento deve ser conduzido de maneira ampla, garantindo que as escolhas feitas estejam alinhadas com as necessidades individuais das mulheres, respeitando sua autonomia e proporcionando um suporte integral ao longo dessa jornada reprodutiva no climatério.1 

Atualize-se sobre o climatério e a menopausa explorando outros artigos disponíveis no Blog Eu tô no clima. Não deixe de conferir nossas redes sociais para compartilhar informações valiosas! Juntos, promovemos o acesso a conteúdo de qualidade sobre essa fase importante da vida feminina. 

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. — Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_atencao_mulher_climaterio.pdf. Acesso em: 08 jan. 2024.
  2. Organização Mundial da Saúde. Menopause. Outubro 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/menopause.Acesso em: 03 de dezembro 2025.
  3. Fiocruz. Especialistas falam sobre chances e riscos da gravidez tardia. Comunicação e informação. Disponível em: https://portal.fiocruz.br/noticia/especialistas-falam-sobre-chances-e-riscos-da-gravidez-tardia. Acesso em: 08 jan. 2024.

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