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Como manter a saúde íntima durante o climatério?

12 de agosto de 2025

10h 00min

No cenário do climatério, as mulheres frequentemente enfrentam uma variedade de desafios relacionados à saúde íntima. Entre os sintomas mais comuns, destacam-se a diminuição do desejo sexual (40–55%), a má lubrificação (25–30%), e a experiência de dor durante as relações sexuais (12–45%), esta última considerada uma das complicações da síndrome geniturinária da menopausa (SGM).1 

É fundamental compreender que a redução nos níveis de esteroides sexuais, como estrogênios e andrógenos, desempenha um papel significativo no comprometimento da resposta sexual durante essa fase de transição. No entanto, é igualmente importante considerar as alterações psicológicas e relacionais associadas ao envelhecimento, além do aumento das comorbilidades metabólicas e cardiovasculares.1,2 

Este artigo foca nas principais queixas urogenitais durante o climatério, especialmente na secura vaginal, falta de lubrificação e desconforto durante as relações sexuais. Além disso, serão apresentadas estratégias terapêuticas, tanto hormonais quanto não hormonais, locais e sistêmicas, disponíveis para abordar a disfunção sexual relacionada à menopausa.

Como o climatério pode afetar a saúde íntima?

A diminuição nos níveis de estrogênio promove alterações nas paredes vaginais. Assim, a atrofia vaginal, também conhecida como vaginite atrófica, é uma consequência comum, resultando em paredes mais finas e menos flexíveis. Esse processo pode manifestar-se por sintomas como ressecamento vaginal, desconforto e dor durante a relação sexual.2

Essas manifestações sintomáticas podem influenciar também o desejo sexual, sendo várias as razões pelas quais as mulheres em fase climatérica podem relutar em se envolver em atividades sexuais durante essa fase.2

Assim como ocorre com outros sintomas do climatério, é crucial buscar orientação, quando necessário, por haver uma variedade de opções disponíveis para auxiliar. Se você estiver enfrentando esse período, não hesite em discutir essas questões com seu médico, por existirem tratamentos eficazes que podem contribuir para a recuperação da sua vida sexual.

O diálogo aberto sobre esses desafios é fundamental para encontrar soluções individualizadas que promovam o seu bem-estar durante essa fase de transição.

Como tratar a secura vaginal e falta de lubrificação?

O primeiro passo é buscar ajuda profissional. Afinal, somente um especialista em saúde feminina poderá aconselhar, com base nos seus sintomas, qual o melhor tratamento. Entre as opções disponíveis, algumas medidas podem ser indicadas, como:1,2

  • Lubrificantes íntimos: o uso de lubrificantes específicos pode proporcionar alívio imediato, tornando as relações sexuais mais confortáveis;1,2
  • Tratamentos hormonais: terapias de reposição hormonal, sob orientação médica, podem ser uma opção para abordar diretamente a falta de estrogênio.1,2

Enfrentar as queixas urogenitais no climatério requer compreensão e ação. Por isso, a atrofia vaginal não deve ser um obstáculo, e a busca por soluções adequadas é fundamental para preservar a saúde íntima e a qualidade de vida das mulheres nessa fase.

Seja por medidas simples, como o uso de lubrificantes, ou abordagens mais específicas, como a terapia hormonal, cada passo tomado em direção ao cuidado íntimo, portanto, contribui para uma transição mais suave durante o climatério. Priorizar a saúde íntima é investir no bem-estar e na plenitude feminina.2

Caso esteja em climatério, é recomendável buscar informações confiáveis para encarar essa fase da vida. O blog “Eu tô no clima” se apresenta como um guia amistoso, repleto de conteúdo valioso elaborado por especialistas no tema. Não deixe de conferir também nossas redes sociais!

Referências

  1. Scavello I, Maseroli E, Di Stasi V, Vignozzi L. Sexual Health in Menopause. Medicina (Kaunas). 2019 Sep 2;55(9):559. doi: 10.3390/medicina55090559. PMID: 31480774; PMCID: PMC6780739.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2008. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_atencao_mulher_climaterio.pdf. Acesso em: 08 jan. 2024.

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